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domingo, 29 de abril de 2012

Romances Florzinhas

Quem sempre vai em bancas e sebos já viu aqueles livrinhos, que normalmente tem de 100 a 200 páginas, são um pouco maiores que o formato pocket e sempre tem capas com a temática romance, os mais antigos normalmente apresentam fotos de casais na capa e as coleções tem nomes de mulheres.


As coleções mais antigas começaram a circular no mercado no final da década de sessenta, através da editora Nova Cultural, mas se tornaram mais populares entre os anos setenta e oitenta, quando surgiram novas coleções como Momentos Íntimos, e o sucesso perpetuou pelos anos 90, com a coleção desejo.
Então, em 2005, chega ao brasil a editora Harlequin, que aqui é pertence ao grupo da Editora Record e então as leitoras desse gênero passaram a ter mais opções com as novas séries lançadas e agora mantidas por duas editoras.
Então, com a concorrencia, a Nova Cultural passou a lançar os romances mais "completos", passaram a serem mais "tolerantes" com a edição.
Esses tipos de romance na verdade são adaptados de romances americanos ou inglesses, na sua maioria ingleses, e que as editoras passaram o pente fino, "remodelando" a história ao que eles julgavam o gosto das leitoras. Ou seja, removendo cenas mais eróticas, cortando partes mais "paradas" da história... 
Assim começou a fama desses editoras em "mutilar" as histórias originais.
Claro que, temos que concordar que a grande maioria dos textos traduzidos acabam com mais páginas que o original, mas ainda assim, cabe ao revisor o bom senso de manter intecta a personalidade do autor no texto, o ideal é que todos os livros de um mesmo autor tenham um perfil parecido, sejam as piadinhas, na descrição do cenário, na personalidade dos personagens... Enfim, tem que haver pontos em comum.
Pois as obras originais são assim.
E, por mais que se esteja restringindo os números de páginas, eu ainda acho que quando resumimos demais a história, acabamos desrespeitando o trabalho do autor. Não se saí por aí cortando quadros porque são "grandes demais". Ninguém "resumiu" a Monalisa a apenas um rosto só porque as mãos e o colo não são tão "importantes".

Não interessa se estamos falando d' Os Lusíadas ou de um simples romance água com açúcar, a verdade é que todo o trabaho literário deve ser respeitado pois contribui para a educação. Quanto mais você lê, melhor você escreve e mais articulado é o seu vocabulário. Todas as obras literárias merecem seu devido respeito.


segunda-feira, 15 de agosto de 2011

Pensando um Pouco: Bondade e Religião

Fonte da imagem: http://feitobrincadeira.blogspot.com/

Neste sábado, combinei de me encontrar com o Zanelato em um paque famoso aqui de São José dos Campos e lá algo aconteceu que me deixou no mínimo desconfortável com o ser humano.
Eu estava passando quando uma senhora me pediu ajuda, me disse que estava esperando o filho há meia hora e que ele ainda não havia voltado, ela queria que eu a levasse até o banheiro para procura-lo, logicamente eu ajudei, inclusive pedi ajuda a um senhor que estava lá para procurar o filho dela dentro do banheiro.
O final da história é que encontramos o senhor, ainda ajudei a senhorinha (muito simpática por sinal) a ir ao banheiro, onde um grupo de adolescentes estava trocando de roupa para caminhar e olharam a senhora como se ela fosse um alienígena.

Nem vou questionar os motivos que alguém tem para deixar uma senhora de 93 anos, com labirintite e que usa fraldas no sol torrando por 30 minutos.

O que me incomodou de verdade foi a frase dela: "Foi Deus quem colocou você no meu caminho".
Eu lembrei que o parque estava lotado (gente tirando foto em cima de tartaruga de cimento, adulto correndo atrás de criança na areia, gente caminhando no sol infernal das 11 horas...
Ninguém, nenhum dos que ali estavam teve a decencia de parar e reparar na senhora, logo eu que tinha acabado de chegar fui ajudar.
Eu acho engraçado o seguinte: quando eu falo que não tenho religião as pessoas ficam chocadas, até pensam mal de mim, ou de qualquer outro que assuma isso. Por outro lado, as pessoas são tão preocupadas com Deus, Iemanjá e outras divindades de plantão que esquecem que há outras pessoas em torno de si.
Ah, claro, esqueci do natal, quando todas as maldades e hipocrisias do ano são apagadas entregando brinquedos usados à crianças pobres e comendo até explodir.
Às vezes eu penso que algumas pessoas que se dizem religiosas não param para pensar que, ainda que  existisse a ressurreição ou algo semelhante, cada dia é único e, assim, a vida é única.
Cada um de nós temos nosso valor, quem sou eu para pensar que minha necessidade de encontrar o namorado é mais importante que a dela de encontrar o filho?
E quem são essas pessoas que julgam que devem ajudar os "menos favorecidos" porque Deus quis, já que eles são os preciosos escolhidos Dele e então devem salvar os pecadores.
Eu não "fagocito" certas idéias, por exemplo a de que devemos fazer o bem para ir pára o céu, mas também não entendo que importância é dada para o "ajudar ao próximo", deveria ser algo natural.

Talvez esse texto tenha ficado um pouco confuso, mas eu realmente precisava escrever sobre isso.

Para fechar, gostaria de deixar essa frase de um famoso:

"Se as pessoas são boas só por temerem o castigo e almejarem uma recompensa, então realmente somos um grupo muito desprezível".

Pesquise no Google, veja quem é o autor e pare de falar asneiras sobre a ausência de Deus.